Líder em 2007, VoIP deve chegar a US$ 23 bi em 2009  
Mobilidade, comunicações unificadas, baixos custos e fácil gerenciamento. Um conjunto de todas essas ferramentas e características tem tudo para ser o sonho de todo gestor de TI de grandes, mídias e pequenas empresas. Embora tudo isso possa parecer apenas um sonho bom, muitas organizações já encontram essas facilidades com a adoção das tecnologias IP.

Diante disso, o mercado se movimenta e as mudanças já ocorridas internacionalmente e que pareciam tão distantes passam a se aproximar e até fazer parte de nossa realidade. A partir de 2005, o mercado mundial começou a comercializar mais linhas VoIP do que as tradicionais TDM, agilizando, então, a migração de tecnologias para as redes IP.

Entretanto, no Brasil, o cenário é bem diferente. De acordo com Thiago Siqueira, gerente de pró-vendas da Avaya Brasil, de 70% a 80% da rede brasileira ainda não é IP. “Apesar de ruim por um lado, isso nos deixa uma base instalada muito grande para trabalhar. Com essa base, o desafio passa a ser conseguir que as linhas IP superem as outras no Brasil até 2009”, conta o executivo.

Com a grande demanda, segundo Daniel Brochado, diretor de Engenharia de Sistemas da Nortel, a missão se torna usar a tecnologia para baixar os custos de aquisição da estrutura IP. “Em 2008 temos uma grande oportunidade para isso. Com a massiva adoção de SOA, estão sendo criadas soluções de telefonia com plataformas colaborativas e isso deve atrair o consumidor”, conclui.

Potencial do mercado

Para se ter uma idéia, de acordo com a IDC, o mercado da América Latina para serviços IP corporativos deve aumentar de 2,94 bilhões de dólares em 2008 para 4.3 bilhões de dólares em 2011, mantendo uma taxa mídia de crescimento de 10,1% ao ano. A tecnologia VoIP foi um dos maiores investimentos em TI no Brasil no ano de 2007, movimentando R$ 9,3 bilhões. A previsão é que, até 2009, esse mercado no mundo cresça 18 vezes em relação a 2004, passando a movimentar US$ 23,4 bilh�es.

Apesar das grandes expectativas para o mercado enterprise, o segmento SMB parece ainda não ter aderido totalmente à idéia. “Para eles, a tecnologia VoIP representa redução de custos para chamadas telefônicas de longa distância. É preciso mostrar que o valor disso tudo está, na realidade, na quantidade de melhorias que pode trazer para o negócio”, afirma Siqueira, ao explicar que “na maioria das vezes esses fatores intangíveis não sao levados em consideração”.

Outro aspecto relevante em relação à adoção de VoIP pelas mídias empresas é que existe uma demanda por infra-estrutura. "Enquanto as grandes empresas contam com o atendimento diferenciado das operadoras, as pequenas e médias dependem de infra-estrutura do canal ou do fornecedor", afirma Paulo Ricardo Pinto, diretor presidente da Mitel. A empresa, canadense, chegou no País em maio do ano passado e tem como foco o segmento SMB.

Fonte: decisionreport

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Modernizando as operações de TI sem risco  
A inundação das redes com novos tipos de tráfego, como VoIP, pode comprometer a largura de banda e outros recursos de infra-estrutura. Ao mesmo tempo, a modularização das aplicações pode gerar uma grande desordem no sistema. Veja as recomendações do Gartner para garantir a modernização sem gerar um caos na TI da empresa.

Modernizando as Operações de TI

A rápida evolução da infra-estrutura e das aplicações, associada às mudanças na natureza dos serviços de rede, levará a uma acelerada mudança na gestão de operações. Essa evolução transferirá as operações da periferia para o centro da TI nos negócios.

Descobertas Chave

• Três tendências estão impulsionando a modernização das operações de TI: virtualização, modularização e a introdução de novos serviços baseados em protocolos IP.

• As três tendências aumentarão a desordem que já existe nos sistemas de TI.

• O aumento dessa desordem requer integração e uma maior automação entre os três principais pilares das operações de TI: percepção, consideração e reação. Caso contrário, a qualidade do serviço cairá significativamente.

Recomendações

• As equipes de TI precisam adotar um programa de modernização durante os próximos dois anos, porque as tecnologias estão passando por uma rápida evolução.

• Adotar uma estrutura para as operações de TI, particularmente com relação às tecnologias baseadas na Internet, para organizá-las em três fases — percepção, consideração e reação — e ficar atento ao modo como essas áreas confrontarão, individual e coletivamente, os desafios da virtualização, da modularização e dos novos tipos de tráfego de rede.

Análise

Impulsionadores da Modernização das Operações de TI

A modernização das operações de TI está sendo estimulada pela rápida evolução da infra-estrutura e das aplicações, as quais é função da TI apoiar. As três mudanças mais salientes são:

• A difusão da virtualização nos ambientes de produção, tornando as configurações de infra-estrutura mais fluidas e voláteis.

• A modularização das arquiteturas de aplicações estimuladas pelo SOA (arquitetura orientada a serviços) e outros estilos de arquitetura inspirados na Internet. Essa modularização aumenta a probabilidade de as aplicações serem executadas de uma forma pouco satisfatória e, ao mesmo tempo, dificulta a descoberta da causa desse desempenho pouco satisfatório.

• A inundação das redes com novos tipos de tráfego, tais como voz sobre IP (VoIP) e IPTV, que estão começando a competir por largura de banda e outros recursos de infra-estrutura de maneira ainda não inteiramente compreendida e, assim, com efeitos difíceis de prever.

Antes que possamos mapear as direções nas quais as operações de TI precisam se modernizar, precisamos obter uma melhor compreensão do escopo das operações de TI.

O Ciclo Percepção-Consideração-Reação das Operações de TI

As tecnologias e tarefas que constituem a matéria-prima das operações de TI assumem muitas formas e atuam dentro de um amplo leque de disciplinas e domínios. A despeito de sua variedade, podem ser agrupadas em três classes amplas e funcionais.

Tecnologias e tarefas responsáveis pelo sensoriamento ou monitoração dos eventos e fluxos de eventos que ocorram na infra-estrutura e nas aplicações. Os exemplos mais diretos de tecnologias voltadas para o sensoriamento são os consoles de monitoramento de eventos, tais como o Netcool da IBM ou o BMC Event Manager da BMC. As ações adotadas durante os estágios iniciais do processo de gestão de incidentes da ITIL (Information Technology Infrastructure Library) são consideradas tarefas de sensoriamento paradigmáticas.

Tecnologias e tarefas responsáveis pela racionalização ou interpretação dos fluxos de eventos. Como os sistemas se tornaram mais complexos e modulares, se tornou cada vez mais difícil inferir a saúde do sistema de forma geral a partir de qualquer evento individual ou fluxo de eventos, assim o papel das tecnologias e tarefas de racionalização cresceu rapidamente durante os últimos cinco anos. Do mesmo modo, as tarefas que compõem a fase de diagnóstico de problemas do processo de gestão de problemas de ITIL são instâncias clássicas da atividade de racionalização.

Tecnologias e tarefas envolvidas na resposta a eventos coletados pelas instâncias do primeiro tipo funcional, e avaliadas pelo segundo tipo funcional. Embora algumas das tecnologias mais antigas do espaço geral de operações de TI (tais como a programação de tarefas) sejam instâncias legítimas de tecnologias voltadas para respostas, a automação da resposta como um todo continua a ser imatura e fragmentada se comparada à automação do sensoriamento e mesmo da racionalização. Com relação às tarefas, o tipo funcional de resposta inclui a maioria das coisas que os profissionais de operações de TI fazem diariamente, seja uma execução altamente encriptada de um fluxo do processo de gestão de mudanças de ITIL ou lidar de maneira informal com parâmetros do servidor na tentativa de melhorar a produtividade.

Respondendo aos Impulsionadores

Tendo esses três tipos funcionais em mente, podemos começar a delinear como as operações de TI devem se modernizar.

Primeiro, a automação precisa ser difundida de forma igual em todos os três tipos funcionais. O tipo funcional de sensoriamento é muito mais automatizado do que os tipos funcionais de racionalização ou resposta. Esse desequilíbrio era suportável quando a infra-estrutura era relativamente estática e a tarefa crítica era encontrar a causa do mau funcionamento em pouco tempo, de modo que todos ou a maioria dos recursos de TI pudessem retomar o bom funcionamento. Em um mundo pós-virtualizado, pós-modularizado, porém, o ambiente provavelmente terá a necessidade constante de sofrer mudanças ou ajustes. Não somente ele terá de ser monitorado continuamente, mas a significância dos eventos terá de ser continuamente avaliada, assim como será necessário adotar respostas com maior freqüência para que a racionalização e a resposta sejam eficazes sem grandes doses de automação.

Segundo, as três funções devem ser cada vez mais orquestradas como um ciclo individual e integrado de percepção-consideração-reação. As tecnologias que apóiam essas funções tendem a residir em produtos separados e, embora compreendamos cada vez mais que os processos precisam apoiar explicitamente uma estrutura de ciclo fechado, a segregação de tecnologias age contra a realização efetiva de tal compreensão. A freqüência das mudanças de estado induzidas pela virtualização e pela modularização discutidas acima torna o apoio explícito da tecnologia ao ciclo um fator crítico, mas a urgência é ainda maior por causa de algumas características chave dos novos tipos de tráfego citados acima. Nas aplicações corporativas clássicas, uma degradação do desempenho de curta duração, na maioria dos casos, terá um impacto mínimo sobre a eficácia daquela aplicação. No caso do VoIP ou do IPTV, porém, as degradações de desempenho de curta duração poderão ter um efeito negativo sobre a impressão do cliente quanto à qualidade do serviço. Assim, os problemas devem ser percebidos, interpretados e respondidos numa velocidade que somente pesadas doses de automação entre os diferentes ciclos poderão enfrentar.

As três funções devem tratar o ambiente em que são administradas de forma integrada e holística. Em particular, a modularização inspirada no SOA nos garante que se tornará cada vez mais difícil estabelecer limites precisos entre aplicações, e a linha que separa uma aplicação de sua infra-estrutura será ofuscada. A gestão de desempenho de IP já requer uma visão ampla que inclua a totalidade da rede, e a pesada dependência do IP de VoIP e de IPTV somente aumentará e aprofundará a necessidade de percepção, consideração e resposta aos eventos de uma forma integrada.

E o mais importante, o papel e a posição das operações de funcionalidade da TI na hierarquia geral precisam ser modificados de maneira radical. Historicamente as funcionalidades de sensoriamento, racionalização e resposta eram vistas como algo de segunda ordem. Elas tomaram a frente somente quando algo na entrega básica de funcionalidade passou a dar errado. A marca registrada de um bom departamento de TI era assegurar que as coisas raramente dessem errado.

A virtualização, a modularização e os novos tipos de tráfego, embora tenham sido introduzidos com um olho em aumentar a agilidade e cortar custos, geraram como conseqüência, um aumento na desordem nos sistemas de TI. Essa desordem é o resultado de se ter mais partes móveis que se deslocam de modo independente. A desorganização pode ser algo bom se puder ser administrada, porque permite que os sistemas sejam ajustados rapidamente em face dos requisitos em constante mutação. E como ela pode ser administrada? Dedicando-se maior atenção e investindo-se mais pesadamente nas funcionalidades de Percepção, Consideração e Reação, de modo que quando um sistema entrar inesperadamente num estado pouco satisfatório (o que ocorrerá freqüentemente em um ambiente altamente desorganizado), o estado possa ser rapidamente descoberto, contextualizado e reparado. O desafio, é claro, será assegurar que os investimentos adicionais na funcionalidade das operações da TI não absorvam todas as economias de custos obtidas inicialmente com a mudança para infra-estruturas virtualizadas, aplicações modularizadas e serviços altamente baseados em IP.

Fonte: info

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Definido as palestras do III Encontro VoIPCenter - VoIP, Asterisk e Convergência 
Abaixo estão os temas das palestras do III Encontro VoIPCenter (www.encontrovoipcenter.com.br), a ser realizado nos dias 20 a 23 de agosto de 2008, em São Paulo. Alguns desses temas podem ser adaptados conforme a necessidade do palestrante.

Se você deseja ministrar algumas dessas palestras, por favor entre em contato o mais rápido possível pois nas próximas semanas serão definidos todos os palestrantes.


Palestras de VoIP
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1. O Mercado e o Futuro da Tecnologia VoIP
2. Estratégias de migração para Telefonia IP
3. As oportunidades de Negócio com VoIP
4. Palestra Comercial
5. Gerenciando e Monitorando Redes VoIP
6. VoIPeering – Modelo de interconexão para as operadoras VoIP
7. O VOIP no celular – Novas aplicações e novos serviços
8. Cases de Sucesso VoIP
9. Palestra Comercial

Palestras de Asterisk
================
1. Conceitos de PBX IP e Asterisk
2. Implementando Soluções de VoIP e Asterisk
3. Arquitetura e Funcionamento de Session Border Controlllers
4. Palestra Comercial - Khomp
5. Asterisk, balanceamento de cargas e alta disponibilidade em 4 U's - uma visão prática
6. Segurança em VoIP - SPIT, SIP, h323, IAX, etc
7. Call Center VoIP utilizando Asterisk: um case de sucesso
8. Implementação de OpenSER + Asterisk na Rede Convergente do Governo do Paraná
9. Palestra Comercial

Palestras de Convergência de Redes
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1. A Nova Era das Comunicações Inteligentes
2. WiMAX - mercado, realidade e tendências
3. Portabilidade Numérica – Em operadoras STFC e SCM
4. Palestra Comercial
5. Interatividade da TV Digital com o Ginga
6. Serviços de comunicação IP integrados
7. Regulamentação na Convergência Digital
8. O futuro da 3G no Brasil e no mundo
9. Palestra Comercial

Tutoriais
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1. Projetos e soluções VoIP
2. QoS em Redes VoIP
3. Como configurar OpenSER + Asterisk
4. Configuração do Asterisk com E1 - ISDN PRI e MFC/R2


Alberto M. Sato
Diretor Técnico
Innovus Sistemas Eletrônicos - Soluções VoIP

Volta Redonda/RJ - Brasil
amsato @ innovus . com . br
(24) 3076-2325
(11) 4063-7416 / (21) 4063-7416
(31) 4062-7416 / (41) 4063-7416
Ramal/LigVoIP: 319


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Centro Empresarial de São Paulo renova rede de telecomunicações  
O Centro Empresarial de São Paulo conta com uma nova plataforma de telecomunicações, que permite maior mobilidade às empresas do condomínio. Desenvolvida pela Associação dos Usuários do Sistema de Telecomunicações e Afins do condomínio empresarial (Austacem), ela oferece várias aplicações e a convergência entre o ambiente de TI e telefonia. O sistema de telecomunicações é capaz de unir chamadas de voz, e-mail, fax e internet a partir da rede de computadores das empresas, bem como a conexão remota.

A nova plataforma incorpora o sistema Hipath 8000, da Siemens, empresa parceira do projeto. Ela proporciona várias facilidades às empresas instaladas no condomínio, tais como redes corporativas, serviços 0800, PABX virtual, videoconferência, comutação de pacotes, rede backbone e internet banda larga, entre outros.

Fonte: revista fator

A central HiPath 8000 está integrada com os demais sistemas instalados, Rede Backbone, Rede Wi-Fi, VPN e Xpressions. Isto permite a utilização dos ramais VoIP através da Internet, da rede Wi-Fi e VPN. Uma das aplicações mais interessantes da plataforma é a de conexão móvel, MobileConnect: ela permite que, de um mesmo aparelho remoto, o usuário acesse a rede corporativa e a GSM, de celulares.

“Buscamos a implantação de uma plataforma IP que disponibiliza para o usuário o acesso, a qualquer tempo e hora, aos serviços de voz e de dados das corporações que se abrigam no Centro Empresarial de São Paulo. O novo sistema possibilita aos usuários a portabilidade dos recursos através da internet, dos telefones celulares, utilizando a rede Wi-Fi ou a rede IP”, explica o gerente de Telecom da Austacem, Humberto Guimarães.

Os usuários, além de terem um ramal da rede IP à disposição em sua mesa de trabalho, poderão fazer o acesso remoto por meio de aparelhos celulares ou de uma rede VPN a partir de qualquer lugar do mundo. Para isso, bastará se logar na rede da Austacem, utilizando uma senha, e fazer ou atender ligações de seu ramal em qualquer lugar em que se encontre. Se for, por exemplo, de ramal a ramal da própria empresa, a ligação não terá custo algum. O usuário também poderá fazer a partir de lap tops ou palm tops o acesso à rede WAP das operadoras de celulares que ofereçam esse tipo de recurso.

“O que estamos fazendo é levar a rede mantida pela Austacem no Centro Empresarial de São Paulo para o mundo, utilizando a rede internet ou as redes Wi-Fi externas mantidas pelas operadoras de celulares. Buscamos com isso ampliar a disponibilidade de recursos que permitam a portabilidade da rede do Centro Empresarial, isto é, tornar a nossa rede portátil”, diz Humberto Guimarães.

Mobilidade, inovação e redução de custos - Para as empresas instaladas no Centro Empresarial de São Paulo e que têm unidades, sedes ou filiais, em outros locais do país e do exterior, a nova plataforma de comunicação permite que todas as pessoas que integram essas corporações estejam integradas a uma única rede. Isso pode representar uma grande economia, mas, sobretudo, acessibilidade.

Daniel Brunod, da Siemens Enterprise Communications, explica que o projeto idealizado para a Austacem observa os perfis das empresas e dos usuários para o desenvolvimento das soluções: Ramal IP Fixo, Ramal IP Wi-Fi e Ramal IP Portátil. “O Ramal IP Fixo atende as empresas e departamentos que não necessitam sair do empreendimento, mas não que ‘abrem mão’ da inovação tecnológica. O Ramal IP Wi-Fi pode ser utilizado por profissionais de vendas que não possuem posições de trabalho definidas e que, utilizando o softphone, poderão estar logados em qualquer ponto da empresa, além de utilizar a rede Wi-Fi do empreendimento para fazer e receber suas ligações. O Ramal IP Portátil foi concebido para todos os profissionais que viajam e que necessitam trabalhar dentro da rede de seus clientes e para as Key Person, diretores e presidentes que necessitam estar 100% ligados a empresa. Conectados via VPN, receberão e farão ligações de seus ramais de qualquer lugar do mundo.”

Ainda segundo Brunod, a Central HiPath 8000 permitirá que a Austacem amplie a quantidade de ramais disponíveis de 5.000 para 20.000. Para isso, foram feitos investimentos na infra-estrutura da rede Wi-Fi e na implantação do sistema VPN, ampliação da Rede Backbone e aquisição de aparelhos/softphones VoIP SIP.

“Para os usuários, são três os principais benefícios da implantação do novo sistema; mobilidade, inovação e redução de custos. O sistema irá garantir acesso ao ramal de qualquer lugar, seja nos corredores e jardins do Centro Empresarial seja no saguão do Aeroporto Internacional JFK, em Nova Iorque. Toda esta inovação tecnológica propiciará uma forte redução dos gastos com telefonia, visto que poderá utilizar as tarifas adotadas no Centro Empresarial de São Paulo, consideradas uma das mais atrativas do mercado, além de não pagar roaming nas ligações originadas e recebidas pelo celular e poder ter um ramal VoIP de São Paulo na matriz ou em outras filiais”, conclui Brunod.

Desde o ano passado, a rede Wi-Fi da Austacem já se encontra disponível no condomínio. Ela, entretanto, permitia apenas o acesso dos usuários à internet. Agora, com a interligação dessa rede com a HiPath 8000, há mais convergência das redes e maior integração destas aos ambientes corporativos.

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Integração: mundo IP fala com protocolo de início de seção 
O protocolo de iniciação de seção, ou simplesmente SIP, é o padrão que vem sendo adotado globalmente para as comunicações unificadas.

Acrônimo em inglês para protocolo de iniciação de seção, o SIP foi o padrão escolhido pela indústria de telecomunicações e de TI para comunicações IP. O SIP possibilita a integração de diferentes dispositivos, softwares de comunicações, além de outros protocolos de transporte e segurança.

A primeira especificação para o padrão foi criada em 1999 e a segunda versão, que está em uso atualmente, foi liberada em 2005, mas sua adoção em massa teve início há cerca de dois anos. “De dois anos para cá, os clientes passaram a exigir a padronização das soluções IP”, afirma Gisele Bona, gerente de marketing e novas tecnologias da Avaya do Brasil.

Criado para o uso com comunicações IP, o SIP tornou-se o padrão para os sistemas de comunicação unificada por permitir a integração de recursos multimídia. O padrão pode ser usado com diferentes protocolos de transporte no mundo IP (UTP, TCP, SCTC), com protocolos de segurança e diversos softwares de comunicação. Isso possibilita que ele identifique e faça a conexão com celulares, e-mails, chats e telefones IP, independentemente da plataforma embarcada nesses aplicativos.

Em linhas gerais, o SIP funciona como um protocolo peer-to-peer que constrói uma base IP, a partir da qual novas funcionalidades e aplicativos podem ser agregados. “O SIP ganhou a disputa contra outros protocolos de comunicação por propiciar maior capilaridade”, afirma Marcelo Ehalt, diretor de engenharia da Cisco. Para o executivo, o pulo do gato do SIP é o fato de ele trabalhar com modelo distribuído de inteligência, sem necessidade de ter um núcleo, o que possibilita a aderência do padrão a diferentes tecnologias.

Alguns dos principais facilitadores da capacidade de integração do SIP são o fato de o padrão ser totalmente aberto e o modelo de funcionamento dos seus elementos básicos, o SIP User Agent e o Proxy Server.

O primeiro é o responsável pela comunicação do SIP com qualquer software de dispositivo, seja ele o do PDA, o de telefonia IP ou um gateway de voz. O Proxy Server é o responsável por estabelecer e gerenciar as conexões SIP. É ele quem faz o roteamento das chamadas para o meio que deve recebê-las (e-mail, telefone, celular ou chat) e estabelece a conexão.

A facilidade de desenvolvimento e a aderência do padrão fizeram com que o SIP tomasse o lugar até mesmo de tecnologias mais maduras, como o H323. “Para se ter uma idéia, a Avaya tem cerca de 700 funcionalidades para o padrão H323, enquanto para o SIP temos cerca de 80”, diz Gisele Bona, da Avaya. Mas o protocolo SIP não deve ficar atrás das demais tecnologias, em número de funcionalidades, por muito tempo. “Todos os dias diversas extensões são criadas para o protocolo”, diz Ehalt, da Cisco.

SIP na prática

Na prática, o uso do SIP nas soluções de comunicações IP permite a substituição do número do telefone celular, o número do telefone IP, o endereço no comunicador instantâneo e o endereço de e-mail por um único domínio pessoal. “O padrão possibilita que a pessoa seja enxergada por essa identificação, independentemente da forma como esteja conectado”, afirma Gisele Bona, da Avaya.

Por esse motivo, o padrão é peça-chave em sistemas de comunicação unificada. Graças ao SIP, nesses sistemas o celular é integrado à rede IP da companhia de forma que seja possível o roteamento de chamadas para o aparelho móvel e o uso do telefone celular como uma extensão do ramal da empresa.

Ainda são poucos os modelos de celulares compatíveis com o padrão, mas é consenso na indústria que esse quadro deve mudar em pouco tempo. “Os fabricantes de celulares e smartphones não terão como deixar o SIP de fora, sob risco de serem protelados no ambiente corporativo”, afirma Ehalt, da Cisco. Entre as marcas que possuem hoje modelos com SIP estão Nokia, HP e HTC.

De acordo com Gisele Bona, um dos principais diferenciais do SIP é o fato de o protocolo possibilitar a inserção de informações de contexto na conexão. Numa aplicação de call center, por exemplo, quando o cliente clica numa funcionalidade para mandar um e-mail ou entrar em chat com a companhia, é possível saber por onde ele navegou no site e ter um histórico das informações acessadas por ele. “O protocolo permite a inserção automática desse tipo de informação no cabeçalho da aplicação”, diz ela.

A demanda pela adoção do SIP em empresas como Avaya e Cisco, líderes no segmento de comunicação IP, dá um bom parâmetro de como a tecnologia está sendo disseminada no mercado. A partir deste ano, todas as soluções da Avaya estarão em conformidade com o padrão. “Nossa solução para pequenas e médias empresas, que até então não era compatível com SIP, foi lançada em março já preparada para conversar com o protocolo”, diz Gisele Bona, da Avaya. Na Cisco, todo o leque de soluções IP já fala a língua do SIP fluentemente.

O SIP e seus elementos básicos:

- SIP User Agent - é responsável pela comunicação do padrão com qualquer software de dispositivo, seja ele o do PDA, o de telefonia IP ou um gateway de voz.

- Proxy Server - responsável por estabelecer e gerenciar as conexões SIP.

Fonte: computerworld

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