formas novas de aprendizagem com diversas mídias são apenas algumas das vantagens
trazidas pelo uso da videoconferência no ensino a distância.
Estudos realizados por grupos de pesquisa demonstraram que a aplicação de diferentes
tipos de mídias como o compartilhamento interativo de documentos, a apresentação de
gráficos e o uso de recursos de áudio e vídeo em tempo real fizeram com que assuntos antes
cansativos nas salas de aula tradicionais, se tornassem atraentes aos alunos, aumentando a
motivação destes no processo de aprendizagem.
Nas empresas, a videoconferência tornou possível a realização de reuniões entre pessoas de
filiais distantes, criando um meio para realizar reuniões extraordinárias entre diferentes
grupos administrativos, pois a reunião pode ser realizada sem a necessidade de gastos com
viagens e estadia. Além disso, a troca de informações e consulta rápida a especialistas e
administradores nos momentos de crise fazem da videoconferência um meio indispensável
para o sistema de comunicação das grandes empresas.
Willebeek-LeMair & Shae apresentaram uma divisão dos sistemas de videoconferência da
seguinte forma (Willebeek-LeMair & Shae, 1997):
· Baseado em circuito: utilizam uma conexão dedicada, geralmente RDSI (do inglês,
Integrated Services Digital Network - ISDN) e padrões codec H.320, não sofrendo
interferência do tráfego de outros dados. No entanto, requerem equipamentos adicionais.
Unidades de Controle Multipontos (Multipoint Control Unit - MCU) são usadas para
conectar as partes em uma mesma videoconferência e controlar como o áudio e o vídeo
serão distribuídos para todos os participantes.
· Baseado em pacotes: utilizam conexão de dados normais para videoconferência, por
exemplo, Ethernet, Token Ring e Frame Relay, entre outros. Não necessitam de MCUs,
assim todos os participantes recebem todos os dados da videoconferência. Se for este o
caso, os próprios participantes devem fazer o papel do MCU e decidir o que querem ver e
ouvir. Nestes sistemas, a videoconferência está sujeita a interrupções causadas pelo tráfego
de outras aplicações na rede. O Multicast Backbone (Mbone) é um exemplo disto.
Em sistemas de videoconferência pode-se citar que os principais elementos são (Bates &
Gregory, 1997):
· Participante: usuário da conferência com direitos, controlados pelo coordenador, à fala e
demais recursos da conferência;
· Organizador: indivíduo que tem como tarefa agendar a conferência e, se necessário,
divulgar aos participantes a existência da conferência (pode ser um participante, ou não);
· Coodenador: participante com direitos especiais sobre todo o controle da conferência
(uma conferência pode ser realizada sem a presença deste indivíduo, quando o controle de
acessos for realizado pelo próprio sistema);
· Interlocutor: participante que detém, em um dado instante, o direito a fala e a alteração
dos documentos multimídia/hipermídia (o direito de alteração de documentos pode ser
delegado a um secretário);
· Secretário: usuário da conferência para quem se delega o direito de escrita nos
documentos multimídia/hipermídia da base compartilhada (pode ser um participante ou
não);
· Assento: dispositivo lógico que pode ser preenchido por um participante ou secretário;
· Base privada: sessão de trabalho de um usuário, de acesso e controle restrito a este;
· Hiperbase ou hiperbase pública: depósito de documentos persistentes de acesso a todos
os usuários da conferência, de acordo com seus direitos;
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