Todavia, ao se pensar na substituição de um padrão de comunicação mundial centenário,
surgem diversas considerações a serem antes avaliadas. A estrutura PSTN nasceu e
evoluiu baseada no propósito de telefonia, e foi otimizada para tal. A Internet teve sua
concepção sobre um modelo muito mais abrangente, e essa adaptação requer
tratamentos, para que o nível de qualidade mínimo necessário seja obtido. Aqui surgem
os desafios da Telefonia IP – alguns de natureza de implementação, como QoS(Quality
of Service), a integração com o sistema global de telefonia, e outros de natureza de
mercado, como o legado já existente das operadoras PSTN e de Celular.
3.1.3. Requisitos x Dificuldades
Segundo (MEGGELEN, 2005) alguns requisitos e dificuldades devem ser analisados.
3.1.3.1. QoS – Qualidade de Serviço
O tráfego de voz agora num circuito de dados não possui passagem exclusiva como
acontecia na estrutura PSTN, e terá que concorrer no meio com tráfegos de outra
natureza. É nesse contexto que surge a necessidade do tratamento de priorização de
tráfego (QoS). Porém a implementação de QoS, de forma a atender a contento a todos
os tráfegos não é tarefa simples, mesmo nas estruturas mais resumidas, imaginemos
então numa estrutura macro como a estrutura de telefonia em âmbito global.
Além disso, a natureza do tráfego de voz é altamente sensível a atraso, e a natural
latência de circuitos com satélite, por exemplo, pode trazer prejuízos à comunicação.
3.1.3.2. Confiança/Continuidade
Telefones convencionais estão conectados diretamente as linhas da companhia
telefônica, e em caso de falhas de energia, não são diretamente afetadas. Entretanto, um
usuário doméstico teria seu sistema VoIP (Aparelho e Linha de dados) baseado na
estrutura elétrica da sua residência, e o tratamento a falhas, exigiria esforços adicionais,
como o uso de nobreaks e/ou geradores.
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