Asterisk e FreeBSD o Futuro da Telefonia IP.
Autoria de Marcelo Araujo
09/07/2006
Observando o mercado, é fácil prever até onde a telefonia IP (VoIP) vai modificar nossas vidas em um breve futuro,
estou desenvolvendo uma série de 3 artigos, estou publicando o primeiro, uma introdução sobre o relacionamento do
FreeBSD com o projeto Asterisk, e um modelo básico para entender as aplicações que podem ser desenvolvidas como
uma introdução ao aprendizado na telefonia IP. Asterisk hoje é uma realidade no mercado de telefonia, e a visão de
Telefonia e Telecom esta sendo redirecionada para o mercado de TI.
1 - O Asterisk.
O Asterisk é um software PBX que usa o conceito de software livre, criado inicialmente por Mark Spencer, fundador da
empresa Digium .
Com o Asterisk você pode criar diversas aplicações a um baixo custo, com a mesma, se não superioridade de muitos
PABX encontrados hoje no mercado de telecomunicações.
Entenda que o Asterisk é muito mais que um PABX padrão. Com o Asterisk em sua rede, você cria novas aplicações em
telefonia.
Algumas como:
- URA (Unidade de Resposta Audível);
- Filas de chamadas para Call Centers e outras atividades;
- VoiceMail;
- Atendimento Programado;
- Servidor de Fax;
- Conferência;
- VideoConferência;
- Bilhetagem detalhada;
- Planos de chamadas (DialPlain);
- CRM
- e muitos outros...
2 - História dos Projetos Zapata/Asterisk.
Não podemos falar de Asterisk sem antes pincelar um pouco da história do projeto ZAPATA.
O projeto ZAPATA foi conduzido por Jim Dixon, Ele é o responsável pelo desenvolvimento do hardware da Digium. É
interessante ressaltar que todo o projeto inicial de placas produzidos pela Digium é aberto e qualquer empresa pode
produzir um hardware igual ou com a mesma tecnologia.
Ele desenvolveu inicialmente para o sistema FreeBSD um driver para a placa Mitel89000C "ISDN Express Development
Card", e no sistema operacional rodava uma API desenvolvida inicialmente pela AT&T com algumas funcionalidades de
correio de voz e auto-atendimento, esta API foi chamada de Audix. O Audix rodava em plataforma UNIX e custava como
tudo em telefonia, milhares de dólares por porta e com as funcionalidades bastante limitadas.
Jim então notou que existia uma grande limitação de I/O na placa Mitel89000C e resolveu desenvolver a sua própria placa
disponibilizando todos os arquivos do projeto, incluindo fotos e arquivos de plotagem na Internet batizando o projeto de
Zapata.
Como o conceito era revolucionário, Jim inspirado no mexicano (Emiliano Zapata), batizou a primeira placa com o
nome de tormenta, o mesmo nome da organização de Emiliano Zapata.
Após a públicação de toda a parafernalha na Internet, a resposta que Jim recebia constantemente era se existia o driver
para Linux, ele nunca havia tido contato com o Linux antes, e as dificuldades para entender os conceitos de módulos
carregáveis fez com que Jim disponibilizasse um pequeno hack do código portado para Linux.
Em 48 horas Jim recebeu a resposta de um desenvolvedor no Alabama (Mark Spencer), que se ofereceu para dar